Estante,  Resenhas

Resenha Dupla: Maybe Someday – Colleen Hoover

maybe someday
sinopse

At twenty-two years old, aspiring musician Sydney Blake has a great life: She’s in college, working a steady job, in love with her wonderful boyfriend, Hunter, and rooming with her good friend, Tori. But everything changes when she discovers Hunter cheating on her with Tori—and she is left trying to decide what to do next.

Sydney becomes captivated by her mysterious neighbor, Ridge Lawson. She can’t take her eyes off him or stop listening to the daily guitar playing he does out on his balcony. She can feel the harmony and vibrations in his music. And there’s something about Sydney that Ridge can’t ignore, either: He seems to have finally found his muse. When their inevitable encounter happens, they soon find themselves needing each other in more ways than one…

dados-tecnicos

Título do livro: Maybe Someday

Autor: Colleen Hoover

Editora: Atria Books

resenhando-isadora

Eu estava esperando o lançamento desse livro já tem bastante tempo, tinhas muitas expectativas por acompanhar a autora e posts relacionados. Aqui no Novo Romance você também já tinha tido informações sobre o Maybe Someday de Colleen Hoover, o livro foi uma grande surpresa, e ele acabou sendo algo diferente do que eu estava esperando.

Maybe Someday tem um proposta musical, Sydney faz faculdade de música e Ridge compõe músicas para a banda de seu irmão além de tocar guitarra, mas a autora não parou ai, com uma parceria com o músico Griffin Peterson, as músicas que os personagens comporam estão presentes no livro, você clica no link no ebook e, voialà, a música começa a tocar, vale lembrar que Griffin é muito talentoso e as músicas além se terem uma letra linda, são muito bem interpretadas!

Mas apesar dessa propostas que foi amplamente divulgada pela autora, Maybe Someday não é um livro musical, a música esta presente, mas na verdade, Colleen Hoover narra uma história de amor, amor entre amigos, amor pela vida, um triângulo amoroso enfim, variadas formar de amar.

Ridge e Sydney se conhecem por serem vizinhos, existe uma ligação entre eles inegável por causa da música, todas as vezes ele pratica na varanda de casa, ela sai para estudar na varanda do apartamento dela, mas apesar de conseguir criar as melodias, Ridge não consegue compor, está passando por um bloqueio, e ele logo se surpreende quando ele vê Sydney cantando enquanto ele pratica e então ele pede para que ela o envie a letra, e apesar da relutar por não acreditar no seu pontencial, ela o faz.

Inesperadamente Sydney precisa se mudar e acaba no sofá de Ridge, ele divide o apartamento com mais seu melhor amigo e a namorada dele, mas ainda há uma quarto vago e assim os dois se aproximam ainda mais e a relação de amizade começa a se transformar em amor e através da música que eles conseguem se expressar.

Porém um triângulo amoroso logo é formado e isso impede que Sydney e Ridge concretizem os sentimentos que um sente pelo outro. Esse triângulo é formado pois Ridge ama a sua namorada, mas não é mais o amor entre homem e mulher, ao longo da narração fica claro que é quase um amor de irmãos. Acho que essa é a grande mensagem do livro, até onde você iria por amor? você conseguiria abrir mão de coisas /pessoas que você ama para não ferir alguém que você também ama? O que Ridge faz e como ele resolve essa situação, somente lendo o livro para saber!

Maybe Someday é um livro extremamente sensorial, você consegue ouvir as músicas, e em determinadas partes do livro você consegue praticamente sentir a respiração dos personagens e a vibração de suas vozes!

Colleen Hoover mais uma vez superou as expectativas, cada livro dela é melhor que o outro tanto na qualidade de escrita quanto nas histórias narradas!

tres-pontinhos

 

resenhando-fernanda

(Atenção! Você corre o risco de ler demais. Estava muito emotiva no final da leitura. #spoiler )

Ual. Ual. Ual.

Maybe someday me fez ficar muito confusa. Ainda não sei que achei do livro. Estou entre a decepção e a adoração. É possível isso? Como Colleen Hoover me deixou assim?

Desde que terminei de ler Finding Cinderela, venho seguindo CH no Facebook, Instagram e no site dela. Tenho lido bastante sobre Maybe Someday. Criei muita expectativa no livro. Ele tem uma proposta fantástica. CH fez parceria com o músico Griffin Perteson, dando vida para as músicas compostas pelos personagens. E CH é ótima em divulgação. Fiquei sofrendo enquanto o livro não era lançado. Quando Isadora Duarte disse que o Kindle dela havia recebido o livro, quase tive um treco. O meu só recebeu o arquivo uma hora e meia depois. Imaginam como eu fiquei? Qualquer coisa é só perguntar para Dodora.

O que está na sinopse do livro, descreve apenas os primeiros capítulos. A história é muito mais que isso. Muito mais complexa do que vocês possam imaginar. Pois ela aborda questões que a sociedade julga, que os próprios personagens do livro julgam e que você leitor julgará também.

Quando comecei a ler, pensei que a história fosse mais inocente. Acreditava que depois do término do namoro, Sidney ficaria mais próxima de Ridge, amigo apaixonado por ela. E como o tempo, ela desenvolveria amor por ele. Mas que ambos teriam medo de expor seus sentimentos. Que eles não imaginassem para quem as letras das músicas estava sendo feitas.  Que um belo dia eles perceberiam e viveriam felizes para sempre.

Li tanto sobre a história que imaginei uma própria pra mim.

Mas vamos lá. Sidney e Ridge não são amigos. São vizinhos, que estão começando a trabalhar com música juntos. E só se conhecem por duas semanas, quando Sidney descobre que seu namorando, Hunter, está tendo um caso com sua melhor amiga, Tori. Ridge acolhe Sidney. E eles começam a compor música juntos.  Mas o que menos Sidney imagina que possa acontecer, acontece. Ela se apaixona por Ridge. Ela sente que ele está gostando dela. Eles começam compor juntos, revelando o sentimento que cada um tem por outro. Lindo, né? Não. Ridge namora Maggie, por quem ele é leal e apaixonado. Então, o amor de Sidney e Ridge fica no maybe someday… no talvez, algum dia.

Tudo na história é muito genuína. O amor deles é sincero. O amor de Ridge pela Maggie também é puro. Não tem como ficar com raiva do Ridge por ele estar dividido entre as duas. Porém, o que me deixou com raiva do personagem foi o fato dele ser tão bom e preocupado com Maggie e Sidney, ele não quer magoar as duas… mas ao mesmo tempo ele ser tão egoísta. O excesso de caráter dele acaba o tornando fraco. Ele sabe o que tem que fazer, o que quer, entretanto, não deixa a outra ir.

Passei muito tempo decepcionada com o Ridge. Pois o personagem que eu deveria amar, eu estava tendo sérios problemas. E, ainda estou em certo ponto.

Outra decepção foi a Sidney, pois ela é romântica demais e passiva. Ela acredita saber no que deve ser feito, mas fica esperando o destino decidir. Para bem ou para o mal, acho que houve falta de ação por parte dela.

Fiquei lendo o livro com muita raiva. Morrendo de pena da Sidney e da Maggie. Torcendo para que nenhuma das duas terminasse com Ridge. (Isadora quase teve um treco quando mandei um Whatsapp para ela dizendo isso.)

Eu achei também, boa parte do livro cansativa. Talvez, porque o livro é surdo. Não pude imaginar as vozes dos personagens, pois a maioria dos diálogos é por SMS ou pelo chat do Facebook. (Quem ler vai Maybe Someday vai entender esse comentário, acho…)

Estava muito irritada. E, resolvi deixar para terminar o livro em outro momento. Precisava dar um tempo para o meu humor melhorar.

O que uma dormida não faz?! No dia seguinte, retornei com a leitura.

No meio dessa decepção toda… vem o talento de Colleen Hoover. Ela escreveu uma das cenas de reconciliação mais linda e perfeita da minha vida. Li com meu coração saltitando. Dos 80% em diante na leitura pelo meu Kindle, meu coração estava derretido pelas páginas lidas. CH tem uma imaginação tão incrível para essas coisas. Ela sabe tocar no coração de uma pessoa.

Nesse momento, entrei na fase de adoração do livro. CH é foda!

Ops…

Ah tá… onde foi parar minha frustração? Bem… acho que ela ainda está aqui dentro de mim. Talvez eu tivesse que ter dado mais tempo para escrever esse texto para ter ideias mais maduras. Ou não…

Ainda não concordo com algumas coisas do livro. E tenho um entendimento um pouco diferente dos personagens. Mas foi o jeito da CH conseguir concluir a história.

Pensando bem… na verdade, acho  que a minha decepção tem mais a ver com meu envolvimento com os personagens. Acho que o que eu odiei neles, eles também odiavam em si próprios. (Sim, eu dou vida aos personagens) Então, creio que Colleen Hoover acertou nisso também.

Maybe Someday é um bom livro. Para quem gosta de amor sofrido é o livro certo. Mas conforme eu disse, criei muita expectativa e o livro não me atendeu em boa parte. Pensei que ele fosse ser o melhor da Colleen Hoover, mas não é. Mesmo assim, ainda é uma boa leitura.

Sobre as músicas do livro, elas são bem mais ou menos. O conteúdo das letras até atendem aos sentimentos dos personagens. Mas senti uns certos vícios na composição. Não entendo nada de música, mas para mim parece vício. Griffin Perteson tem mania de repetir frases ou palavras pra que o conteúdo se encaixe na melodia. Mas curti Maybe Someday e Hold on to you.

Acho ainda que a produção deveria ter gravado algumas músicas com uma voz feminina. Ficaria mais real para as partes em que Sidney canta para Ridge.

Ainda sobre a música, meu Kindle não conseguiu conectar-se com o site onde estavam as músicas. Na hora de escutar as composições tive que conectar pelo meu smartphone.  Creio que a produção do livro deveria ter se preocupado com isso. Se vende na Amazon, tinha que funcionar em qualquer aparelho Kindle.

Extras

Colleen Hoover e Griffin Perteson disponibilizam extras no site www.maybesomedaysoundtrack.com. Vale a pena dar uma conferida, pois há o epílogo do livro lá.

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Isadora Duarte

Tradutora, carioca, mas roraimada. Sou apaixonada pela literatura, adoro conhecer novas histórias, universos e autores. Não tenho um gênero favorito, leio de tudo, dos grandes clássicos aos clichês. Se o livro vier acompanhado de uma xícara de café e uma boa resenha, melhor ainda.

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